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Fotógrafo registra bebês com microcefalia para ajudar a diminuir o preconceito

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Fotógrafo registra bebês com microcefalia para ajudar a diminuir o preconceito

Mais sensibilidade e amor. Menos preconceito e desrespeito. Com esse objetivo, o fotógrafo baiano Joelson de Souza, de 33 anos, decidiu fotografar bebês com microcefalia e mostrar que doenças não rotulam ninguém – muito menos os pequenos – no projeto “Macroamor”. Espantado com o aumento do número de casos de microcefalia em Pernambuco, onde mora há três anos, ele quis mudar a visão que as pessoas têm dos bebês.

 

— Ouvi relatos das dificuldades que as mães tinham e muitas falavam do preconceito nas ruas e do olhar torto. A ideia é sensibilizar e dar outro olhar que não o da doença, de uma deformação, para os bebês — explicou o fotógrafo

Cinco famílias participaram do ensaio
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Cinco famílias participaram do ensaio 

Para idealizar a ideia, ele contou com a ajuda da organização União de Mães de Anjos (UMA), de Recife, que reúne famílias de bebês com a doença. No primeiro deles, cinco famílias de bebês que têm entre 6 e 8 meses foram fotografadas mostrando o amor entre os pais e a ternura das crianças. As imagens divulgadas no Facebook ganharam milhares de comentários e compartilhamentos.

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Para registrar as imagens, as famílias participaram de um piquenique para terem um momento de lazer e descontração, e não só a sessão de fotografias. Segundo Joelson, alguns bebês não têm as características comuns a crianças com microcefalia e, por isso, os pais sentem menos o preconceito nas ruas. Mas para outras famílias, os olhares e comentários machucam:

— As mães falam que quando vão subir no ônibus todo mundo olha e tem medo de chegar perto. Outras pessoas têm um comportamento desrespeitoso e quer tocar e olhar muito para o bebê. Algumas mães falaram que a sensação era de como se tivesse com um ‘monstrinho’ e não um bebê — contou.

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Com a publicação das fotos, Joelson, que anteriormente trabalhava como fonoaudiólogo e chegou a trabalhar com crianças deficientes, espera contribuir para diminuir o preconceito.

— Acho que muitas vezes as pessoas têm a reação de preconceito de forma não consciente e com certeza quem compartilhou e teve contato com o projeto vai ter outra visão quando encontrar uma mãe com um bebê com microcefalia — afirma.

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