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Maternidade real: atriz revela problema para amamentar e depressão em relato inspirador

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Maternidade real: atriz revela problema para amamentar e depressão em relato inspirador

Maternidade real – Amamentar nem sempre é tão simples quanto parece, especialmente nos primeiros dias, e os problemas não fazem distinção de idade, experiência ou classe social da mamãe. Muitas mulheres encontram dificuldades nessa fase e fatores ao redor podem influenciar ainda mais.

atriz Samara Felippo, que é mãe de duas meninas, Alicia, de 8 anos, e Lara, de 4 anos, compartilhou e relembrou um pouco de sua experiência em uma postagem recente no Instagram.

De 2008 a 2013, a atriz foi casada com o jogador de basquete Leandro Barbosa, o Leandrinho. O atleta é pai das duas meninas e o casal anunciou o fim do relacionamento poucos meses após o nascimento da segunda. A separação e os desafios da maternidade real fizeram com que Samara percebesse um quadro de depressão pós-parto, que acarretou em uma mudança forte em seu corpo.

“Já li e ouvi relatos de depressões pós-parto muito mais profundos que o que eu tive, por isso posso dizer que passei por ele ilesa, menos pelo fato de não conseguir amamentar a Lara. Ela mamou apenas 1 mês. Meu desespero em não produzir leite me ajudou a não produzir cada vez mais. Meu peito foi murchando e se saísse uma gota já era lucro”, desabafa a atriz.

Produção de leite materno

A produção de leite costuma parar aos poucos e não acontece de um dia para outro. “O que ocorre é uma atitude seguida de outra por alguns dias, o que se torna um hábito e com o passar dos dias, a produção vai diminuindo. Algumas atitudes também podem causar isso, como rígidos horários para amamentar, introdução de leites artificiais e o uso da chupeta. Ou remédios para gripe, hipotireoidismo e uso de anticoncepcionais hormonais, que também interferem na produção”, explica Cinthia Calsinski, enfermeira obstetra.

A saída encontrada pela atriz foi tentar reaproximar o bebê por meio darelactação, que consiste em dar leite através de uma sonda, mas deixá-lo no peito, para estimular as glândulas e a produção.

“Algumas mães adotivas também recorrem a essa técnica. Dizem que precisa de pelo menos 2 semanas para começar a produzir novamente, mas eu odiei, não sei se a depressão que tive ajudou a odiar, nada era bom, eu não suportei muito tempo. Estava tão destruída, tão f* que desisti”, confessa Samara.

De acordo com a especialista, o estresse e a depressão causam falta de vontade e agravam o desconforto, fazendo com que estimular a produção de leite seja ainda mais difícil. “O estresse pode fazer com que haja uma redução no volume de leite produzido, mas inibir totalmente a produção, não. O que ocorre é que amamentar não é fácil. Falta apoio, falta acolhimento”, esclarece a enfermeira.

A dica da especialista ainda é o estimulo. “Em casos em que a mulher sinta que a produção está diminuindo é hora de aumentar o estímulo através da livre demanda, quanto mais ela oferecer o seio ao bebê maior será o estímulo e a produção de leite”, aconselhou Cinthia.

Samara ainda quis apoiar outras mães em seu post. “Mães, amamentem, é de extrema importância e vínculo para seu bebê, mas se não conseguirem, façam o que quiserem!!! Tentem e se informem sobre parto natural, tentem não recorrer a uma cesárea desnecessária, mas se não conseguirem, façam o que quiserem! Não se sintam culpadas, teremos muitas ‘culpas’ pela frente ainda”, defendeu na publicação.

Leia o relato completo de Samara Felippo:

“Hoje, revendo minhas fotos, senti uma vontade imensa de falar sobre translactação ou relactação. Nunca falei sobre essa minha experiência e acho importante dividi-la. Quando a Lara nasceu, logo veio minha separação, e consequentemente uma tristeza profunda.

Tinha uma recém-nascida para alimentar, cuidar e uma pequena de 4 anos, que além de cuidar física, precisava dar um suporte psicológico. Uma enxurrada de situações novas e tensas numa vidinha de apenas 4 anos. Os pais se separando e uma irmã nova no pedaço. Tirando a atenção que até então era só dela. Enfim… minha única ajuda foi… MINHA MESMO!! Minha mãe, claro, sempre por perto e amigas. Mas eu precisava levantar e ser forte.

Já li e ouvi relatos de depressões pós-parto muito mais profundos que o que eu tive, por isso posso dizer que passei por ele ilesa, menos pelo fato de não conseguir amamentar a Lara. Ela mamou apenas 1 mês. Meu desespero em não produzir leite me ajudou a não produzir cada vez mais. Meu peito foi murchando e se saísse uma gota já era lucro.

Até que alguém me indicou uma técnica que aproxima seu bebê de você nesse período, você ainda consegue evitar a mamadeira e teoricamente estimularia a produção de leite nas minhas glândulas. Algumas mães adotivas também recorrem a essa técnica. Dizem que precisa de pelo menos 2 semanas para começar a produzir novamente, mas eu odiei, não sei se a depressão que tive ajudou a odiar, nada era bom, eu não suportei muito tempo. Estava tão destruída, tão f* que desisti.

Então, em tempos de julgamentos virtuais e covardes, principalmente entre mães, lembrem-se da famosa frase: ‘Não lhe compete julgar a realidade que você não vive’.

Mães, amamentem, é de extrema importância e vínculo para seu bebê, mas se não conseguirem, façam o QUE QUISEREM!!! Tentem e se informem sobre parto natural, tentem não recorrer a uma cesárea desnecessária, mas se não conseguirem, façam o QUE QUISEREM!! Não se sintam culpadas, teremos muitas ‘culpas’ pela frente ainda. Dane-se o que os outros pensam! Mesmo!!!

As vezes nos sentimos oprimidas pela mãe ‘Gisele Bündchen’. Você é você e cada uma tem sua dor, sua experiência. Sejam felizes!

PS: Lara segue ótima!”

 

 

 

-vix

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